Witzel afirma que Bolsonaro o perseguiu por causa da prisão dos assassinos de Marielle, um deles, vizinho do presidente

7 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito
Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Segundo Witzel, Moro o teria aconselhado a parar de dizer que queria ser presidente para aplacar a ira de Bolsonaro contra ele.

Em entrevista à coluna do Gilberto Amado, na Época, o agora ex-governador Wilson Witzel deixou clara sua revolta contra Jair Bolsonaro, seu vice e atual governador do Rio, Cláudio Castro e contra a subprocuradora da República Lindôra Araújo, autora de seu pedido de afastamento ao Superior Tribunal de Justiça. 

Sobre Bolsonaro, afirmou que o presidente rompeu com ele após a prisão dos acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco. Acusou Cláudio Castro de ter articulado com Bolsonaro para tirar do Rio um delegado federal que o investigava por suspeitas de corrupção e contou que o então vice chegou a expressar a ele o temor com um inquérito na Polícia Civil do Rio que o envolvia. Sobre seu terceiro alvo, Lindôra, acusou-a de, ao lado de Augusto Aras, ter sido cooptada pelo Palácio do Planalto e de atuar para perseguir os desafetos políticos do presidente.

“O incômodo maior de Bolsonaro comigo foi a prisão dos assassinos da Marielle, e um deles residindo dentro do condomínio dele”, contou.

O ex-governador disse acreditar que foi aí que seu vice começou a se afastar e a preparar sua derrubada numa aliança com a família Bolsonaro.

Castro já teria expressado descontentamento, no começo de 2019, sobre investigações contra ele. “Ele comentou comigo que o controlador-geral do estado, o delegado Bernardo Barbosa, estava fazendo uma investigação desnecessária e que na prática o Ministério Público estava dentro do governo”, revelou.

Segundo Witzel, dias depois, ele recebeu um ofício do Ministério da Justiça pedindo de volta os delegados federais cedidos ao Rio, Barbosa entre eles:

“Tentei conversar com Sergio Moro, mas ele disse que era ordem do presidente chamar os delegados de volta. E disse que eu deveria parar de falar que seria candidato a presidente”, contou, acrescentando que Castro ainda teria se queixado, no segundo semestre de 2019, de só tomar conhecimento de investigações contra ele pela TV.

A entrevista completa você confere AQUI.

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