Antônio de Pádua cai após pressão da ala militar da SDS que espera pela exoneração também do secretário executivo da Pasta, que assumiu interinamente como titular

4 de jun. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Antônio de Pádua e Humberto Freire estavam na sala de monitoramento no momento em que o Batalhão de Choque agia para dispersar os manifestantes (Foto: Reprodução Instagram)

 Fontes do Blog da Noelia Brito, porém, destacaram que os quartéis não aceitam que o secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire, que substituiu Antônio de Pádua, seja efetivado. Para essas fontes, a dupla Pádua/Freire seria uma espécie de cobra de duas cabeças: "Mas o Freire não pode ser efetivado esse ciclo de  cobra de duas cabeças precisa ser encerrado, uma cabeça caiu, mas a cabeça venenosa também precisa sair", afirmou uma fonte com forte influência entre os policiais militares, em reserva.
"Humberto Freire era responsável justamente pela parte operacional da Secretaria e já foi coordenador de execução operacional de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, de modo que Antônio de Pádua jamais autorizaria a saída do Batalhão de Choque sem antes ouvir o seu operacional", sustenta outra fonte, também em reserva.

Passados seis dias da desastrosa ação da Polícia Militar de Pernambuco que deixou dois homens parcialmente cegos depois de serem atingidos por balas de borracha disparadas pelo Batalhão de Choque durante repressão à manifestação contra Bolsonaro, no centro do Recife, o governo de Pernambuco anunciou que o secretário de Segurança Pública Antônio de Pádua colocou o cargo à disposição do governador Paulo Câmara que aceitou a exoneração e nomeou o secretário executivo Humberto Freire como interino.

A saída de Antônio de Pádua acontece em meio à polêmica em torno da responsabilidade pela ordem para que o Batalhão de Choque reprimisse a manifestação, no sábado, dia 29.

O governador Paulo Câmara chegou a afirmar que a ordem não teria partido nem do secretário nem dos comandantes militares. Entretanto, aceitou a exoneração do comandante geral da PM e agora do próprio secretário de Defesa Socail.

A saída de Antônio de Pádua vinha sendo exigida pelas tropas, inconformadas com a responsabilização e o desgaste sofrido pela Polícia Militar, já que, segundo coroneis ouvidos pelo Blog, nenhuma tropa do Batalhão de Choque age sem receber ordem do secretário de Dedesa Social. Em entrevistas, Antônio de Pádua chegou a negar que partira dele a ordem para a ação do Batalhão de Choque e que teria mandado cessar  com o ataque tão logo tomou conhecimento da gravidade da situação.

Em um vídeo postado no YouTube, o coronel Souza Filho, da Polícia Militar de Pernambuco defendeu a troca do Secretário de Defesa Social e colocou que a tropa não estava satisfeita com a permanência de Antônio de Pádua. Segundo o coronel, só com a saída de Pádua a tropa ficaria satisfeita.


Fontes militares do Blog da Noelia Brito, porém, destacaram que os quartéis não aceitam que o secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire, que substituiu Antônio de Pádua, interinamente, seja efetivado. Para essas fontes, a dupla Pádua/Freire seria uma espécie de cobra de duas cabeças: "Mas o Freire não pode ser efetivado esse ciclo de  cobra de duas cabeças precisa ser encerrado, uma cabeça caiu, mas a cabeça venenosa também precisa sair", afirmou uma fonte com forte influência entre os policiais militares, em reserva.

"Humberto Freire era responsável justamente pela parte operacional da Secretaria e já foi coordenador de execução operacional de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, de modo que Antônio de Pádua jamais autorizaria a saída do Batalhão de Choque sem antes ouvir o seu operacional", sustenta outra fonte, também em reserva.

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