Bal Masqué: Denunciados por desvios na pandemia, ex-secretário e ex-diretor da Secretaria de Saúde do Recife receberam depósitos não identificados, em espécie, durante período investigado

8 de jun. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito
Foto: Reprodução
 
 
A denúncia do MPF, assinada pelo procurador da República João Paulo Holanda Albuquerque, no âmbito da Operação Bal Masqué, que apura desvios na aquisição de máscaras e camas hospitalares pela Prefeitura do Recife, durante a pandemia de coronavírus, revela que pesaria contra o ex-secretário de Saúde, Jailson Correia e contra seu diretor financeiro, Felipe Bittencourt, o fato de terem recebido depósitos não identificados em suas contas bancárias durante o período em que houve a contratação da empresa Delta Med.

"Em desfavor de FELIPE SOARES BITTENCOURT, assim como em relação a JAILSON BARROS CORREIA, milita ainda o fato de o afastamento do seu sigilo bancário, com autorização desse juízo, ter revelado ter ele sido beneficiário, no período em que os fatos objeto desta denúncia ocorreram, de depósitos de origem desconhecida, no valor total de R$ 5.000,00, mais precisamente, no dia 20.3.2020,quando nos dias 23 e 27 de março, esse denunciado praticara atos beneficiando a empresa DELTA MED. (Documento em anexo). Ao agir assim, FELIPE SOARES BITTENCOURT acabou por praticar os crimes previstos no art. 299, parágrafo único, no art. 93 da Lei nº 8.666/93 e no art. 312 do CP", diz a denúncia.


Com relação a Jailson Correia: "Em desfavor de JAILSON milita ainda o fato de o afastamento de seu sigilo bancário, com a autorização desse juízo, ter revelado que, no período em torno dos fatos objeto desta ação penal, ter ele realizado, inclusive, com o auxílio de sua esposa, JOSILMA CASSIA ESPÓSITO, ou sido beneficiário de depósitos em espécie em sua conta bancária no Banco Bradesco, no montante total de R$ 73.900,00. Registre-se que esses valores não se confundem com as remunerações lícitas que esse denunciado recebe em razão dos vínculos empregatícios que mantém com algumas instituições, todas objeto de operações eletrônicas, ao contrário desses R$73.900,00, que foram objeto de depósitos em espécie nos montantes de R$ 30.000,00, R$ 15.000,00, R$ 8.000,00 e R$ 5.000,00 (4 depósitos) e R$ 900,00. Ao agir assim, JAILSON DE BARROS CORREIA acabou por praticar os crimes previstos no art. 299, parágrafo único, no art. 93 da Lei nº 8.666/93 e no art. 312do CP."





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