Crescem especulações sobre o nome do ex-ministro Raul Jungmann para comando da SDS de Pernambuco

5 de jun. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Raul Jungmann toma posse no Ministério da Defesa e Segurança Pública do governo Temer em cerimônia no Clube da Aeronáutica de Brasília. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública, Raul Jungmann é crítico ferrenho de projetos de lei que pretendem retirar comando dos governadores sobre as Polícias Militares: "Fere o Pacto Federativo"

Desde o começo da crise que resultou na queda de parte da cúpula da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, depois que duas pessoas ficaram parcialmente cegas ao serem atingidas por balas de borracha disparadas pelo Batalhão de Choque para dispersar uma manifestação contra o presidente Bolsonaro que se especulava sobre o nome do ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública do governo Michel Temer, para assumir o comando na SDS, no lugar do delegado da Polícia Federal, Antônio de Pádua.

Após Pádua entregar o cargo, assumindo em seu lugar, interinamente, o secretário executivo da SDS, Humberto Freire, também policial federal, aumentaram as especulações em torno do nome de Raul Jungmann que comandou a Defesa e a Segurança Pública durante a intervenção militar no Rio de Janeiro.

Fontes do Blog revelam que o nome de Jungmann tem cotado para a SDS e que sua passagem  no Ministério da Defesa e Segurança Pública é considerada positiva entre os militares.

Por coincidência ou não, tão logo começaram as especulações em torno de seu nome para a sucessão de Antônio de Pádua, Raul Jungmann, que é filiado ao Cidadania, reapareceu na cena política para criticar a impunidade do general Pazuello por participar de atos políticos ao lado de Bolsonaro. A participação política de militares da ativa é considerada uma infração disciplinar passível de punição.

Na postagem, pelo Twitter, Jungmann afirma que "A capitulação de hoje não honra os ex-Cmtes.da Marinha,Exército e da Aeronáutica,e do ex-Ministro da Defesa, que não se dobraram ao Presidente e caíram por respeito a Constituição e a Democracia,com quem as FFAAs permanecem. Mas,é hora de reagir e de unidade. Antes que seja tarde."

A impunidade de Pazuello para agradar Bolsonaro tem sido considerada um precedente perigoso para instalação da anarquia nas Forças Armadas, desrespeitando a disciplina que militares apontam como fundamental para a sobrevivência da instituição.

Após deixar o Ministério, Jungmann tem se dedicado ao estudo da Segurança Pública e é um crítico ferrenho de projetos de lei que pretendem tirar o controle dos governadores sobre as Polícias Militares.

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