Exclusivo: PCPE faz Operação Reverso contra policiais suspeitos de venda de armas desviadas da própria Polícia para crime organizado

12 de ago. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Foto: Divulgação/PCPE


A polícia ainda não divulgou detalhes da Operação, mas fontes do Blog confirmaram que se trata de resposta ao crime noticiado aqui mesmo, no Blog da Noelia Brito, no dia 9 de janeiro, quando a Polícia Civil nos confirmou, por meio de nota, o desaparecimento das armas e que o crime estava sob investigação sigilosa a  cargo de dois delegados especiais. A operação ocorre poucos dias após o advogado Jethro Silva Junior cobrar, pelas redes sociais, um desfecho para o caso

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quinta-feira (12), a Operação Reverso, com o objetivo de desarticular uma quadrilha apontada como suspeita de desviar armas de um depósito da própria Polícia Civil e vendê-las para organizações criminosas. O Blog apurou que o crime contou com a participação de policiais civis que são alvos dos mandados de prisão e buscas e apreensões de hoje. Os agentes públicos comercializavam as armas para integrantes de organizações criminosas.Também foram cumpridos mandados em unidades do Sistema Prisional e no Estado do Pará.

Desde janeiro, o advogado criminalista Jethro Silva Júnior havia cobrado, pelas redes sociais, um pronunciamento da SDS sobre o sumiço de 280 armas de grosso calibre de dois armazéns da própria Polícia, na Rua Imperial. No último dia 9, o advogado voltou a cobrar a SDS: "A Polícia Civil de Pernambuco precisa divulgar informações concretas sobre a existência de investigações acerca do sumiço de mais de 280 armas acauteladas na Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Polícia Civil de Pernambuco, entre as quais metralhadoras, fuzis e pistolas", questionou o advogado em suas redes.

A polícia ainda não divulgou detalhes da Operação, mas fontes do Blog confirmaram que se trata de resposta ao crime noticiado aqui mesmo, no Blog da Noelia Brito, no dia 9 de janeiro, quando a Polícia Civil nos confirmou, por meio de nota, o desaparecimento das armas e que o crime estava sob investigação sigilosa a  cargo de dois delegados especiais.

Na ocasião, foi confirmado que "após a realização de um inventário do armamento custodiado no Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), foi detectada a falta de algumas armas" e que "assim que tomou conhecimento, a Chefia de Polícia determinou rigorosa apuração do ocorrido, através da designação especial de dois Delegados."

Na nota de hoje, a assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que as investigações tiveram início em janeiro de 2021 e foram presididas pelos delegados Cláudio Castro, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), e Guilherme Caraciolo, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). 

Ainda segundo a nota, a investigação foi iniciada em janeiro de 2021, com o objetivo de identificar e desarticular Organização Criminosa voltada à prática dos crimes de Peculato, Corrupção e Comércio Ilegal de Arma de Fogo.

Ao todo foram empregados 180 policiais civis para cumprimento de 18 mandados de prisão e 22 mandados de buscas e apreensões expedidos pela 18ª Vara Criminal da Capital pernambucana.

As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco – DINTEL e contaram com o apoio da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria Executiva de Ressocialização - GISO/Seres, Corregedoria Geral da SDS/PE, Polícia Civil do Pará e Polícia Rodoviária Federal - PR.

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