Alcolumbre recebeu R$ 2 milhões em esquema de rachadinha em seu gabinete no Senado, diz revista

29 de out. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito
Senadores Flávio Bolsonaro e David Alcolumbre são alvos de denúncias de "rachadinhas" milionárias com assessores


Segundo 'Veja', seis assessoras repassavam maior parte do salário ao senador; esquema aconteceu entre janeiro de 2016 e março deste ano

RIO — O senador Davi Alcolumbre, ex-presidente do Senado, recebeu R$ 2 milhões em um esquema de “rachadinha” em seu gabinete no Casa, segundo informou a revista “Veja”. De acordo com a reportagem, pessoas de confiança do parlamentar recolhiam parte do salário de seis assessoras, que ganhavam na época entre R$ 4 mil e R$ 14 mil reais. As funcionárias também entregavam ao senador benefícios e verbas rescisórias as quais elas teriam direito.

O esquema funcionou entre janeiro de 2016 até março deste ano. No período, Alcolumbre foi presidente do Senado de fevereiro de 2019 a dezembro do ano passado. Atualmente, ele está à frente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes da Casa.

Segundo a “Veja”, para repassar a maior parte de seus salários ao senador, as assessoras tiveram que abrir uma conta no banco e entregaram o cartão com a senha para pessoas de confiança de Alcolumbre. Em troca, recebiam uma pequena gratificação, que, em alguns casos, não correspondia a 10% do salário.

Na época que aceitaram fazer parte do esquema, as seis mulheres — Marina Ramos Brito dos Santos, Lilian Alves Pereira Braga, Erica Almeida Castro, Larissa Alves Braga, Jessyca Priscylla de Vasconcelos Pires e Adriana Souza de Almeida — passavam por dificuldades financeiras e estavam desempregadas. Moradores de regiões periféricas do Distrito Federal, elas não tinham ensino superior completo nem experiência em trabalhar no Legislativo.

— O senador me disse assim: ‘Eu te ajudo e você me ajuda’. Estava desempregada. Meu salário era mais de R$ 14 mil, mas topei receber apenas R$ 1.350 reais. A única orientação era para que eu não dissesse para ninguém que tinha sido contratada no Senado — disse Marina, de 33 anos, à “Veja”.

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