Lobos II: 1,8 milhão de pedófilos pelo mundo se deleitam com cenas de estupros de crianças e bebês na "deepweb", em fóruns comandados por brasileiros

Foto: Reprodução


Ao investigar os crimes e deflagrar a Operação Lobos, a PF identificou um brasileiro, de São Paulo, que utilizava a deepweb para hospedar e gerenciar cinco dos maiores sites de abuso sexual infantil do mundo. Nos fóruns, divididos por temática, são divulgadas imagens e vídeos de abuso sexual de crianças de 0 a 5 anos, abuso sexual com tortura, abuso sexual de meninos e abuso sexual de meninas, dizem os investigadores. As investigações foram iniciadas pela Polícia Federal em Pernambuco, que prendeu um pernambucano responsável por administrar um dos fóruns.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje, 3, a Operação Lobos II, para cumprimento de 104 mandados de buscas e apreensões em endereços de suspeitos dos crimes de venda, produção, disseminação e armazenamento de pornografia infantil e estupro de vulnerável. Além disso, os policiais cumprem 8 ordens de prisão preventiva em 20 Estados e no Distrito Federal.

A investigação aponta um brasileiro, de São Paulo, que utilizava a deepweb para hospedar e gerenciar cinco dos maiores sites de abuso sexual infantil do mundo. O pedófilo, cuja identidade não foi divulgada, é considerado o principal alvo, no mundo, no combate à pedofilia, por administrar os cinco maiores sites dedicados a crimes sexuais contra crianças, no mundo. Esse pedófilo foi preso em 2019.

Segundo o delegado Renato Cintra, Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2017,  pela PF em Pernambuco, com a prisão de um pernambucano que administrava um dos fóruns e levou à prisão do paulista, que, por sua vez, comandava os cinco maiores fóruns de pedofilia do mundo.

Segundo a PF, além de identificar e prender abusadores sexuais e consumidores de pornografia infantil, a operação também visa localizar e resgatar crianças que se encontram em situação de extrema violência.

Além dos mandados no DF, outros são cumpridos nos Estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

De acordo com a PF, a investigação cuja fase ostensiva é deflagrada nesta sexta teve início em 2016, quando a corporação fechou parcerias com forças policiais de outros países para identificar pessoas que se utilizavam da darkweb para difundir material de abuso sexual infantil.

“Os criminosos atuavam mediante divisão de tarefas (arregimentadores, administradores, moderadores, provedores de suporte de hospedagem, produtores de material, disseminadores de imagens, dentre outros) com a finalidade de produzir e realizar a difusão de imagens, fotos e comentários acerca de abuso sexual de crianças e adolescentes e, ainda, alimentar a demanda por esse tipo de material”, explica a PF, em nota.

Ao longo das investigações, a PF identificou um brasileiro que utilizava a deepweb para hospedar e gerenciar cinco dos maiores sites de abuso sexual infantil do mundo.

Os fóruns da darkweb em questão eram divididos por temática, com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças de 0 a 5 anos, abuso sexual com tortura, abuso sexual de meninos e abuso sexual de meninas, dizem os investigadores.

Ainda segundo a corporação, os sites eram utilizados por mais de 1.8 milhão de usuários, em todo o mundo, para postar, adquirir e retransmitir materiais relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes.

A Polícia Federal conseguiu identificar e prender o principal responsável pelos sites, em uma ação que foi batizada de Operação Lobos. Segundo a corporação, a diligência não foi divulgada à época para que não fossem prejudicadas as prisões de produtores e consumidores deste tipo de material criminoso, além do resgate de crianças vítimas em todo o mundo.

Com a continuidade das medidas investigativas em sigilo, a PF diz ter identificado e localizado dezenas de indivíduos no Brasil envolvidos com a produção e divulgação de material envolvendo abusos sexuais contra crianças e adolescentes.

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