Pesquisa do PSB mostra vitória de Lula em primeiro turno se tiver Alckmin na vice

 

Foto: Zanone Fraissat/Folhapess

O PSB tenta convencer Lula a retirar a pré-candidatura de Haddad, em São Paulo, e de candidaturas petistas em outros cinco Estados, em troca de ceder legenda a Geraldo Alckmin para ser vice do petistas, mas interlocutores do tucano, que está em vias de deixar o PSDB, revelam que o próprio Alckmin ainda não se decidiu por esse caminho

Pesquisas internas feitas pelo PSB apontam para uma eventual vitória do ex-presidente Lula, já no primeiro turno, acaso este tenha o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin como vice.

O levantamento foi feito na tentativa de subsidiar a decisão de Alckmin de ir para o PSB e tentar convencê-lo de que o projeto nacional é um bom negócio.

Segundo a Folha, em reunião na quarta-feira (1º), o presidente do PSB, Carlos Siqueira, reiterou à presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), que o partido gostaria de ter o apoio dos petistas para concorrer ao governo de seis estados em 2022 como condição para se unir a Lula, filiando Alckmin para ser vice do petista.

À Folha, Gleisi confirma que Siqueira reforçou o pedido de apoio nesses locais, mas afirma que esta não é uma exigência para que as conversas prossigam. Ela reconhece, porém, que a situação mais delicada é São Paulo.

Durante a reunião de quarta, Gleisi disse a Siqueira que o PT não pediu a Alckmin que se filie ao PSB nem que o partido aliado faça essa solicitação. Se o ingresso de Alckmin no partido aliado vier a ocorrer, diz Gleisi, o PT estará aberto a conversar.

Quem esteve com o tucano nos últimos dias, diz a Folha, afirma ter sentido o ex-governador de São Paulo bastante indeciso. A expectativa de pessoas próximas a Alckmin é a de que ele se desfilie do PSDB nos próximos dias, mas que demore a escolher o novo partido.

A própria presidente do PT diz que Lula afirmou internamente que só anunciará oficialmente se será candidato em fevereiro ou março.

PSB quer o apoio do PT para seus candidatos a governador no Acre, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, além de São Paulo, onde o partido pretende lançar o ex-governador Márcio França. Para isso, o PT teria de retirar a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT), o que tem se mostrado um importante ponto de divergência entre as duas siglas.

No Espírito Santo, o PSB quer que os petistas não lancem candidato e fiquem neutros na disputa.

Gleisi diz que o PT está conversando sobre essas costuras, mas que não há nenhuma condição imposta na negociação.

"Nunca é faca no pescoço. Política é processo. Requer o exercício de ceder. Ele coloca os interesses que eles têm e como a gente pode trabalhar para chegar a um bom termo. Se vamos chegar, não sabemos", disse.

Segundo a Folha, a prioridade do PT, segundo Gleisi, é a candidatura de Lula, mas o partido também demonstra interesse em composições no Rio Grande do Norte, para lançar Fátima Bezerra (PT) à reeleição, na Bahia, no Piauí e em outros estados.


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