PF indicia gregos por vazamento de óleo que manchou litoral brasileiro em 2019

Foto: Leo Malafaia/AFP


A principal indiciada é a empresa Delta Tankers, proprietária do navio NM Bouboulina, de bandeira grega. A Mancha se estendeu por 2.000 km e atingiu mais de 1.000 praias em 11 estados, causando prejuízo de pelo menos R$ 188 milhões

A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (2) os responsáveis por um vazamento de óleo bruto que, em agosto de 2019, poluiu praias em 11 estados brasileiros, causando dano estimado em pelo menos R$ 188 milhões.

A principal indiciada é a empresa Delta Tankers, proprietária do navio NM Bouboulina, de bandeira grega. O comandante da embarcação, Konstantinos Panagiotakopoulos, e o chefe de máquinas, Pavlo Slyvka, também foram indiciados por terem deixado de comunicar a ocorrência às autoridades.

O vazamento espalhou 5.000 toneladas de óleo por uma extensão de 2.000 km de costa, afetando 1.009 diferentes praias, ao longo de sete meses. A soma das perdas, estimadas em R$ 188 milhões, ainda deve crescer, à medida que são feitos cálculos adicionais sobre o impacto econômico para o turismo e a pesca nas zonas afetadas. A Polícia Federal fala numa “poluição marinha sem precedentes na história do Brasil”.

As conclusões da Polícia Federal têm como base o cruzamento de imagens de satélite produzidas pela empresa Hex Tecnologias Geoespaciais e uma apuração administrativa feita pela Marinha do Brasil. Agentes da Interpol interrogaram os tripulantes no exterior.

Em agosto de 2021, dois anos depois do caso, equipes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) encontraram fragmentos de óleo e lixo em diversas praias do Parque Nacional Marinho, em Fernando de Noronha, Pernambuco. Nessa ocasião, a origem do óleo não foi identificada. Cientistas investigam se há relação desse caso com o derramemento de 2019.


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