Raquel Lyra tem mais de 2700 cargos comissionados para afagar deputados

5 de jan. de 2023

/ by Blog da Noelia Brito




Fontes do Blog, sob reserva, revelam que emissários da Casa Civil já estão procurando os parlamentares, em busca de apoio nas votações.


Raquel Lyra afirmou que os cargos comissionados serão indicados pelos Secretários a seu tempo. Será que nenhum dos 27 Secretários sabe, a essa altura, quem vão indicar? Acho improvável. O mais plausível é que os cargos estejam sendo guardados para indicações políticas.


É espantoso que em Secretarias fundamentais como Educação e Saúde não se tenha ainda nomeações, à exceção daquela da própria Secretária. A única explicação é que esses cargos serão colocados à mesa, nas negociações para a eleição da Mesa Diretora da Alepe, para a aprovação da indicação da gestora de Fernando de Noronha e da Reforma Administrativa, que não se sabe, ainda, que mudanças trará. 

Fontes do Blog, sob reserva, revelam que emissários da Casa Civil já estão procurando os parlamentares, em busca de apoio nas votações.

Alguns parlamentares, já declaram que votarão contra, mesmo sem saber se as propostas serão boas ou ruins para o Estado. O curioso é que a má vontade com o governo Raquel Lyra tem sido mais forte entre parlamentares da direita, a exemplo do bolsonarista Coronel Feitosa. Aliados da candidata derrotada Marília Arraes e até esta, tentaram impor a pecha de bolsonarista a Raquel e seguem nessa toada após nomeação de uma Secretária, que apesar de ter ligações históricas com governos petistas, foi secretária de Educação do bolsonarista Anderson Ferreira e fez campanha pata este e para Bolsonaro.

A única explicação para esse vazio de poder que se instalou na estrutura do governo estadual, portanto, é a de que os cargos serão usados para a tradicional barganha por apoios.

O discurso de alguns defensores da governadora de que essa gestão, que tem ex-auxiliares de Anderson Ferreira, do PL, em Jaboatão, de Renan Calheiros Filho, do MDB, em Alagoas, de Rodrigo Rollemberg, do PSB, no DF e do bolsonarista Pedro Guimarães, na Caixa Econômica, seria uma quebra de paradigmas e do sistema, só convence aos incautos e neófitos e é desrespeitoso com a inteligência do povo pernambucano.

Esse discurso de enfrentamento ao sistema, do "bem contra o mal", o eles contra nós, já está ultrapassado e se mostrou um enorme engodo. Quem usou e abusou dele foi o político profissional Bolsonaro e deu no que deu. Então, menos, minha gente, menos, menos. Mais trabalho e menos "mimimi".


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