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Votorantim e outras empresas são alvo de ação milionária do MPF por formação de cartel

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Foto: Divulgação 


Em um grande acordo ilegal, companhias de cimento combinavam preços superfaturados, dividiam o mercado entre si e criavam barreiras à livre concorrência. Estima-se que o grupo tenha lucrado R$ 28,9 bilhões entre 1987 e 2007, por meio de condutas ilícitas para eliminar a livre concorrência no setor e garantir o sobrepreço acordado entre os envolvidos. 

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra seis das principais empresas brasileiras do ramo de cimento e concreto que, por cerca de 20 anos, integraram um cartel para fixação de preços superfaturados. Estima-se que o grupo tenha lucrado R$ 28,9 bilhões entre 1987 e 2007, por meio de condutas ilícitas para eliminar a livre concorrência no setor e garantir o sobrepreço acordado entre os envolvidos. Também são alvos da ação seis gestores das empresas processadas e três associações de classe que atuaram no esquema. O MPF pede que os 15 réus sejam condenados a pagar, de forma conjunta, o valor referente aos prejuízos econômicos gerados pelo cartel, além de, pelo menos R$ 10 bilhões pelo dano moral coletivo imposto à sociedade.

O esquema era formado pelas empresas Votorantim Cimentos S.A., Itabira Agro Industrial S.A., Cimpor Cimentos do Brasil Ltda., InterCement Brasil S.A., Holcim do Brasil S.A. e Companhia de Cimento Itambé. Participavam, ainda, do cartel a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (ABESC) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), entidades que intermediavam e facilitavam a adoção das condutas anticompetitivas.

As irregularidades foram investigadas desde 2006 pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), num processo que culminou, em 2014, com a condenação dos envolvidos por formação de cartel. Segundo apurado, as empresas cartelizadas trocavam informações, para fixar e controlar os preços do cimento e do concreto em diversas regiões do país, operando um sobrepreço estimado em 20% sobre o valor corrente no mercado. As participantes eram constantemente monitoradas, para que se mantivessem alinhadas com os acordos firmados pelo grupo.

De acordo com a antiga Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, o cartel de cimentos e concreto atuou em todo território nacional, alcançando uma participação de mercado de aproximadamente 85%, variando de estado para estado. “Há provas de que as empresas compartilhavam tabela de valores usada como referência em cada região. Esse preço seria seguido por todas: quando uma reajustava o preço, as outras aumentavam na mesma proporção”, explica a ação do MPF.

Além de combinar o quanto seria cobrado, elas fixavam as quantidades de cimento a serem produzidas, a fim de regular a oferta e manter as participações de mercado nos níveis acordados pelo grupo. Identificou-se, também, a criação de barreiras à entrada de novos concorrentes no mercado de concreto, visando à exclusão de competidores. Para isso, os grandes grupos cimenteiros cobravam pelo cimento “preços impraticáveis” às concreteiras que não integravam o cartel. Entre as outras condutas ilícitas praticadas, estavam a divisão regional do mercado e a alocação combinada de clientes, por meio da partilha de obras entre os membros do esquema.

Prejuízos – Calcula-se que o grupo tenha embolsado R$ 1,4 bilhão em um ano, considerando o preço médio da tonelada de cimento e o superfaturamento de 20%, em valores à data do julgamento pelo Cade, em 2014. Ao longo de 20 anos de existência do cartel, os danos materiais chegariam a R$ 28,9 bilhões.

Para se ter uma ideia dos prejuízos à sociedade, pode-se tomar como exemplo mínimo o impacto sofrido pelo programa governamental “Minha Casa, Minha Vida”, que, até 2016, havia gasto R$ 134,5 bilhões para construir 2,1 milhões de casas populares. “Desse total, cerca de R$ 10 bilhões foram gastos com cimento. Ou seja, somente nesse caso, o dano aos cofres públicos ficou em R$ 2 bilhões, considerando o superfaturamento de 20%, o que permitiria construir mais de 50 mil casas populares”, ressalta a procuradora da República Karen Louise Kahn, autora da ação.

Para ressarcir os prejuízos materiais causados pelo esquema, o Ministério Público Federal pleiteia, como pedido principal, que os réus sejam condenados a pagarem, pelo menos, R$ 28,9 bilhões em dano econômico-financeiro. De forma subsidiária, o MPF pede o pagamento de no mínimo R$ 7,7 bilhões – estimativa que considera o sobrepreço mínimo de 2,7% apurado em análise pericial preliminar, que tomou como base a diferença entre os preços do cimento operados pelo cartel entre 1994 e 2004. A ação demanda, ainda, que os envolvidos sejam proibidos de firmarem contratos com instituições financeiras oficiais e de participarem de licitações para a realização de obras e serviços e concessão de serviços públicos por, pelo menos, cinco anos.

O número da ação civil pública é 5030542-89.2021.4.03.6100. Para consultar a tramitação na 10ª Vara Cível Federal de São Paulo, acesse o site da Justiça Federal.

Assaltante faz 37 reféns em escola de Enfermagem no Recife

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Foto: Divulgação/PMPE
Bandido chegou a efetuar disparo na cabeça de uma das vítimas, mas a munição apresentou falha e não foi deflagrada.

Trinta e sete alunos e funcionários de uma escola de Enfermagem situada na Av. Norte, na Capital pernambucana foram feitos reféns por um homem que invadiu o local para praticar um assalto. O crime ocorreu na manhã desta quinta-feira, 21.

A ação criminosa só cessou após a chegada da Polícia Militar que foi acionada por meio da denúncia de uma das vítimas.

O bandido, que foi preso em flagrante com celulares, joias e dinheiro das vítimas, tentou atirar em uma mulher, que teve a arma apontada para a cabeça, mas graças a uma falha na munição, está não foi deflagrada.

As vítimas foram trancadas pelo assaltante em salas de aulas da Escola de Enfermagem Israel, onde os crimes foram cometidos. De acordo com a PM, o assaltante não reagiu à prisão e foi levado para a Central de Flagrabtes da Capital.


Após troca de chefia, clima de desconfiança domina órgão da PF no DF

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Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF) | Foto: José Cruz / Agência Brasil

Nos bastidores da PF, afirma Bela Megale, a troca é atribuída aos inquéritos sensíveis que correm na Superintendência do DF envolvendo aliados e apoiadores do presidente Bolsonaro e também seu filho caçula, Jair Renan.

O clima de desconfiança passou a dominar a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal com a mudança no comando do órgão. O delegado Victor Cesar Carvalho dos Santos, que assumiu a chefia da PF do DF, no início do mês, é visto com ressalvas por seus pares e está isolado, segundo policiais. São poucos os integrantes do órgão que têm buscado aproximação com o novo chefe. A informação é da colunista Bela Megale, de O Globo.

Segundo a colunista, boa parte da equipe não se conforma com a maneira como o diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, conduziu a substituição do antecessor de Santos no posto, o delegado Hugo de Barros Correia.

Nos bastidores da PF, afirma Megale, a troca é atribuída aos inquéritos sensíveis que correm na Superintendência do DF envolvendo aliados e apoiadores do presidente Bolsonaro e também seu filho caçula, Jair Renan. A blindagem que Correia conferiu ao delegado Franco Perazzoni, que conduziu a investigação contra o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, também é apontada como outro fator que contribuiu para retirá-lo da chefia.

A avaliação de integrantes da PF ouvidos pela coluna é que Maiurino substituiu um delegado técnico e com bom trânsito na corporação por um nome sobre o qual tem mais influência. Santos e o diretor-geral prestaram o mesmo concurso para integrar o órgão e são contemporâneos.



Policia Civil faz Operação contra fraudes em concursos públicos

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Foto: Divulgação 


A Operação Loki cumpre 9 mandados de prisão e 41 mandados de Busca e Apreensão em Pernambuco expedidos pela Justiça Estadual de Alagoas contra fraudes em concursos públicos realizados naquele Estado e em Pernambuco. 

A Operação ocorre em colaboração das Polícias Civis de Pernambuco e de Alagoas.

Mais informações serão repassadas ainda hoje por coletiva de imprensa

Priscila Krause pede afastamento de secretário do governo Paulo Câmara alvo da Polícia Federal

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Foto: Reprodução/Twitter

 

Para a parlamentar, manter Renato Thiebaut no cargo é concordar com os ilícitos. Segundo a Polícia Federal, que chegou a pedir a prisão e o afastamento do Secretário do Gabinete de Projetos Estratégicos de Pernambuco, Thiebaut mora sem qualquer custo em um apartamento de propriedade do empresário Sebastião Figueiroa, avaliado em R$ 1,2 milhão. Só do Estado de Pernambuco, as empresas de Figueiroa já teriam recebidos mais de R$ 126 milhões.

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) afirmou através de sua conta no Twitter que o governador Paulo Câmara (PSB) precisa afastar do cargo de secretário o chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos do governo de Pernambuco, Renato Xavier Thiebaut, alvo da Operação Payback, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (15). Ela afirmou que “manter como está é concordar com os ilícitos” apurados pelo órgão policial. 

“É a segunda vez que a secretaria que cuida dos projetos estratégicos do governo do PSB é alvo da PF. Na primeira, Paulo Câmara nada fez. Secretário muito influente na cúpula do governo recebia segundo a PF vantagens de grandes fornecedores do Estado – reformas e moradias”, completou. 

SAIBA MAIS

Operação Payback: Secretário de Paulo Câmara mora de graça em apartamento de luxo de fornecedor, aponta PF, mas TRF5 nega afastamento do cargo e prisão pedidos pela Polícia Federal 

Ainda de acordo com Priscila Krause, a operação de hoje é a continuidade da Operação Articulata, deflagrada em dezembro de 2020, que por sua vez foi originada da Operação Casa de Papel, uma das sete investigações instauradas no âmbito da Prefeitura do Recife em decorrência de investigações nos gastos Covid-19. 

A parlamentar lembrou que a gestão estadual “vai seguindo a mesma linha da gestão do PSB no Recife, elevando a corrupção ao pedestal de símbolo e marca”. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Federal, parte dos fornecedores que teriam garantido vantagens ao secretário estadual - como a sua moradia no Recife - também são investigados por comandarem, através de laranjas, empresas que venderam, via dispensa de licitação, materiais superfaturados e superdimensionados para a administração Geraldo Julio durante a pandemia (AJS Comércio e Saúde Brasil Comércio de Materiais Médicos). 

Chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos do governo de Pernambuco desde o início da primeira administração Paulo Câmara, em 2015, Renato Thiebaut é responsável por gerir e articular ações estratégias da administração estadual. No escopo de suas atividades estão obras como a construção do Hospital Governador Eduardo Campos, em Serra Talhada, do Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga e das UPAs de Carpina e de Escada, por exemplo. Renato Thiebaut foi assessor parlamentar do então deputado federal Eduardo Campos entre 2002 e 2004, chefe de gabinete do ministério de Ciência e Tecnologia na gestão do ex-ministro Eduardo Campos (2004 e 2005). Enquanto Eduardo foi governador, Thiebaut ocupou o comando da sua chefia de gabinete (2007 a 2014).

 





Operação Payback: Secretário de Paulo Câmara mora de graça em apartamento de luxo de fornecedor, aponta PF, mas TRF5 nega afastamento do cargo e prisão pedidos pela Polícia Federal

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Policiais Federais cumprem mandados de buscas em imóveis de alvos da Operação Payback, que investiga corrupção no Governo de Pernambuco/Foto: Divulgação/Polícia Federal

A análise do material apreendido na “Operação Articulata” revelou moradia gratuita e reformas em imóveis sem qualquer contraprestação por parte do Chefe do
Gabinete de Projetos Estratégicos do Governo do Estado de Pernambuco – GAPE, Renato Thiebaut, que desde meados de 2018, reside em imóvel de luxo, avaliado em valor médio de 1,3 milhão de reais, de propriedade de empresário do ramo gráfico, Sebastião Figueiroa, que mantém contratos de mais de 165 milhões de reais com o Governo de Pernambuco.

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou, na manhã de hoje, 15, a Operação Payback, para dar cumprimento a 4 (quatro) Mandados de Busca e Apreensão contra servidores do Governo do Estado de Pernambuco e empresários, investigados por suspeita de corrupção em contratos públicos.

Segundo a investigação, secretário do Gabinete de Projetos Estratégicos do Governo Paulo Câmara, Renato Thiebaut, teria recebido vantagens indevidas em troca de favores políticos para grandes fornecedores do Governo do Estado, em especial para os empresários Sebastião Figueiroa e Luciano Cyreno Ferraz. Além de Renato Thiebaut, o Secretário-Executivo de Obras do Gabinete de Projetos Estratégios, Nelson César de Holanda Cavalcanti Júnior, também é alvo da Operação.

A análise do material apreendido na “Operação Articulata” revelou moradia gratuita e reformas em imóveis sem qualquer contraprestação por parte de um dos alvos, que o Blog apurou se tratar do Secretário do Gabinete de Projetos Especiais do Governo de Pernambuco, Renato Thiebaut, que desde meados de 2018, reside em imóvel de luxo, de propriedade do empresário Sebastião Figueiroa, avaliado em valor médio de R$ 1.300.000,00 cuja locação seria em torno de R$ 5.000,00 ao mês. Por intermédio de suas empresas, Figueiroa mantém contratos da ordem de 165 milhões de reais com o governo de Pernambuco.

Também foram constatadas reformas gratuitas realizadas no mesmo imóvel e em casa de campo, feita por outro fornecedor, as quais superam a quantia de R$ 100.000,00.

Em nota, a Polícia Federal informou que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região deferiu parte do pedido da Polícia Federal decretando mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens dos investigados e incomunicabilidade entre eles. Os pedidos de prisão preventiva, monitoramento eletrônico, afastamento cautelar de função pública e sequestro dos imóveis objetos da corrupção foram indeferidos.

Payback que em português significa “retorno” é uma técnica muito utilizada nas empresas para análise do prazo de retorno do investimento.

Confiram vídeo onde a Delegada da Polícia Federal, Mariana Cavalcanti, dá detalhes sobre a Operação, divulgada, há pouco, pela Assessoria de Comunicação da PF/PE:



Advogado apadrinhado pelo Centrão perde cargo em Ministério após ser alvo da PF

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Tiago Pontes, marca presença na cerimônia de posse do senador Ciro Nogueira (PP), líder do Centrão como Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência / Foto: Divulgação 

Tiago Pontes Queiroz, do Ministério do Desenvolvimento Regional, foi alvo de operação da PF referente a suspeitas de fraudes na aquisição de medicamentos quando exerceu cargo no Ministério da Saúde, aponta a Folha de São Paulo 

Em resposta a pedido de manifestação feito pela Folha de SãoPaulo, o Ministério do Desenvolvimento Regional do governo Jair Bolsonaro anunciou que o advogado Tiago Pontes Queiroz deixou o cargo de secretário Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano para se defender em inquérito da Polícia Federal e ação de improbidade do Ministério Público.

Queiroz é alvo de investigações e acusações quando esteve à frente da diretoria de Logística do Ministério da Saúde, em 2018, pelo suposto favorecimento a uma das empresas sob foco na CPI da Covid, a Global Gestão em Saúde.

Nesta quinta-feira (7), a reportagem da Folha informou ao Ministério do Desenvolvimento Regional que os sigilos bancário e fiscal de Queiroz haviam sido quebrados pela Polícia Federal e um dos endereços dele no Recife havia sido alvo de medida de busca e apreensão no dia 21 de setembro, no âmbito da Operação Pés de Barro da Polícia Federal.

A Folha também pediu um posicionamento do ministro Rogério Marinho sobre a manutenção de Queiroz no posto mesmo com as suspeitas levantadas pela PF e pela Procuradoria.

Em nota enviada ao jornal na tarde desta sexta-feira (8), o ministério informou a saída de Queiroz, ressaltando que as investigações recaem sobre período anterior à posse dele na pasta.



Segundo a Folha de São Paulo, o advogado se tornou o símbolo do “toma lá, da cá” entre o governo Bolsonaro e o centrão e conseguia manter um cargo de alto escalão mesmo após passar a ser suspeito de corrupção e fraude em contratos do Ministério da Saúde.

O advogado foi colocado no ministério quando Bolsonaro começou a distribuir cargos ao centrão em 2020 em uma ofensiva para isolar o então presidente da Câmara Rodrigo Maia. Nesses cargos, os indicados tinham acesso à estrutura e a recursos do governo federal, afirma o jornal.

Antes, transitou em diversos cargos no governo federal. Foi Gerente Regional I de Administração e Finanças da CBTU Recife em 2015 e 2016, durante o governo da petista Dilma Rousseff.

No governo Michel Temer (MDB), Tiago Queiroz passou a trabalhar no Ministério da Saúde, a época sob o comando de Ricardo Barros (PP-PR), hoje líder do governo Bolsonaro na Câmara.

Sob Bolsonaro, ele havia sido nomeado em março como chefe da STU (Superintendência de Transportes Urbanos) do Recife, órgão que faz parte da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos). Dois meses depois, foi alçado ao posto de Secretário de Mobilidade e Desenvolvimento Regional.

Nesse caso, sua indicação foi atribuída não só ao PP de Barros, mas também ao Republicanos.

Procurado pela Folha, Queiroz afirmou: "estou pronto para esclarecer em juízo que não cometi qualquer ato ilícito por tratar-se de compras e pagamentos de medicamentos para processos judiciais através de aquisições no período de 2016 e 2017, que eu sequer estava nomeado no cargo competente para tal (fui nomeado em 2018). É preciso que todos os fatos sejam analisados à luz da legalidade e em lugar oportuno".

Petrolina: MPPE obtém decisão liminar para declarar indisponibilidade de terreno público leiloado de forma irregular

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Foto: Divulgação 


A Prefeitura teria se desfeito irregularmente do terreno, segundo o MPPE. "O interesse público foi contundentemente desrespeitado, tanto assim que se encontra o imóvel, desde sua arrematação em abril de 2020, sem qualquer destinação específica e não edificado", argumentou a promotora de Justiça Rosane Moreira Cavalcanti, no texto da ação.

A Vara da Fazenda Pública de Petrolina deferiu pedido de antecipação de tutela da Promotoria de Justiça de Petrolina na ação civil pública número 0008618-70.2021.8.17.3130 e decretou, em caráter liminar, a indisponibilidade de um terreno localizado no Loteamento Vila Débora. Em razão dessa decisão, o imóvel fica bloqueado até que a Justiça se manifeste de forma definitiva sobre os pedidos do MPPE, que incluem a declaração da nulidade do ato de leilão do terreno e a reincorporação do bem ao patrimônio público municipal.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) sustenta, na ação, que o município se desfez do terreno de maneira irregular ao efetuar a venda por meio de leilão, pelo valor de R$ 20.750,00. De acordo com a Promotoria de Justiça de Petrolina, o imóvel, de 1.600 metros quadrados de área, constava desde 1993 como espaço público destinado a equipamentos comunitários conforme a escritura e contrato de cessão de direitos firmado entre o município e uma incorporadora.

"No caso presente, ao alienar a área identificada como Lote M, o município suprime o direito da população de gozar de vantagens de ordem urbanística e ambiental, tornando irregular e nulo de pleno direito o ato de leilão. O interesse público foi contundentemente desrespeitado, tanto assim que se encontra o imóvel, desde sua arrematação em abril de 2020, sem qualquer destinação específica e não edificado", argumentou a promotora de Justiça Rosane Moreira Cavalcanti, no texto da ação.

A situação do terreno foi denunciada pelos moradores do Loteamento, que encaminharam um abaixo-assinado ao MPPE em 2015 relatando a inexistência de equipamentos públicos na localidade.

JFPE indefere pedido para suspender a 17ª Rodada de Licitação de Blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural

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Foto: Divulgação/ICMBIO


O pedido foi feito numa Ação Civil Pública movida pela Agência de Notícias de Direitos Animais - ANDA, pela Associação Nacional de Advogados Animalistas - ANAA e pelo Instituto Internacional Arayara, no sentido de suspender a realização da 17ª Rodada de Licitação de Blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural, agendada para ocorrer amanhã (7/10). A área compreende o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, a Área de Proteção Ambiental em seu entorno e a Reserva Biológica do Atol das Rocas – entre a costa dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará.



O juiz federal titular da 2ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco – JFPE, Francisco Alves dos Santos Júnior, indeferiu, hoje (6/10), o pedido de tutela de urgência antecipada, ajuizada pela Agência de Notícias de Direitos Animais - ANDA, a Associação Nacional de Advogados Animalistas - ANAA e o Instituto Internacional Arayara, no sentido de suspender a realização da 17ª Rodada de Licitação de Blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural, agendada para ocorrer amanhã (7/10). A ação Civil Pública tem como réus a União e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Os autores alegaram, entre outros argumentos, de que “a licitação de atividade de exploração petrolífera sem a realização de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar dos blocos descritos na 17ª Rodada de Licitações traz impactos negativos para a vida marinha, em especial no que se refere aos direitos subjetivos supostamente conferidos às Baleias Azuis, que representariam, simbolicamente, todos os animais marinhos que seriam afetados pela continuidade da 17ª Rodada”. A área compreende o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, a Área de Proteção Ambiental em seu entorno e a Reserva Biológica do Atol das Rocas – entre a costa dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará.

Ao indeferir o pedido, o magistrado afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia decido tema semelhante, tratado na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 825, na qual se pedia a suspensão dos atos preparatórios da 17ª Rodada de Licitação. O juiz federal destacou que o pedido de tutela de urgência veiculado na Petição Inicial dos autores não merece acolhida também pela total ausência de provas. “As Rés ANP e UNIÃO, em suas respectivas manifestações, demonstram que o momento oportuno para a realização de amplos, detalhados e pormenorizados estudos ambientais, é a fase do licenciamento ambiental, e que nenhuma atividade de campo ocorrerá sem o indispensável licenciamento ambiental”, afirmou o juiz federal Francisco Alves dos Santos Júnior. 

Clique aqui e leia a decisão na íntegra

PROCESSO Nº: 0819976-75.2021.4.05.8300 - AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Policia encontra acervo de peças nazistas avaliado em R$ 19 milhões na casa de suspeito de estupro de menino de 12 anos no RJ

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Foto: PCRJ


Foram 12 fardas nazistas originais, inclusive da SS, pistolas, revólveres e fuzis, bandeiras nazistas e um quadro de Adolf Hitler, além de material pornográfico. 

Policiais da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) cumpriam mandado de prisão contra um homem acusado de estupro de um menino de 12 anos. 

Ao chegarem na residência de Aylson Proença Doyle Linhares, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, os agentes se depararam com um vasto material nazista, como bandeiras, uniformes, carteira de partido nazista com a foto dele, além de armas e munição. 

Os agentes investigam a ligação do suspeito com grupos nazistas e com pessoas que fariam transações e negociações desse produtos. 

Uma farda nazista de alta patente pode custar cerca de 250 mil euros (R$ 1,6 milhão) num mercado voltado a esse tipo de produtos, segundo a polícia fluminense. "Ele nega que venda os produtos, mas vamos tentar desvendar de onde vem esse material. Algumas peças têm etiquetas de leilões e essa pode ser uma boa pista", afirmou Armond, à agência Reuters. "Ele é uma pessoa inteligente, articulada, mas negacionista do Holocausto, um cara homofóbico, pedófilo e que se diz caçador de homossexuais. Não sou médico, mas tem um postura de um louco psicopata." 

A polícia procura um local seguro e adequado para poder conservar a coleção apreendida. 

 As informações são da Reuters.

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